A mulher aprendeu com o processo da gestação a ter paciência de aguardar durante todo o processo da gravidez até que, naturalmente, cheque o momento do nascimento.

Os homens já não possuem, naturalmente, esta característica, pois diante de um problema empunham uma faca (espada, qualquer arma), montam seu cavalo (bicicleta, carro) e partem para conquistar aquilo que acha que deve.

A mulher, aguarda com amor, espera que algo de seu interior lhe oriente e lhe dê coragem, pois ela sabe que é necessário energia, saúde, força e cuidado para todo processo de criação.

E esse é um período de automaternagem.  É nesse momento que a mulher se acolhe, procura e reconstrói sua própria identidade para dar início a “viagem inaugural” de vida que parte de dentro de si mesma.

A mulher moderna se rebela contra essa função de parar, acolher e cuidar. Acha isso perda de tempo, porque tomar é mais rápido e satisfaz mais rápido para novas satisfações. E assim ela segue tentando se satisfazer a todo custo sem nunca entrar em contato consigo mesma e perceber dentro de si qual é a sua real necessidade.

Eu Ísis, Deusa da maternidade entro na sua vida, para que você desperte o seu lado autocuidador.

Abro minhas asas e te acolho para esse período de automaternagem. O que neste momento precisa de um cuidado maternal extra? A que você poderia estar se dedicando? O que precisa para você mesma?

Respire profundamente. Feche os olhos sinta dentro de você as sementes que estão lá paradas ou até mesmo germinando. Acolha cada uma e honre cada etapa de seu crescimento interior até seu nascimento para o exterior.

“Todas nós sabemos no fundo de los ovários quando chegou a hora da vida, quando chegou a hora da morte. Podemos tentar nos enganar por vários motivos, mas sabemos.”*

Pelo vivenciar dos nossos ciclos, pela semente que cresce em nosso ventre, pela luz de nosso coração, nós sabemos!

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O nome Ísis significa “Antiga” e era também chamada de “Maat”, a sabedoria antiga. Isto corresponde à sabedoria das coisas como são e como foram, a capacidade inata inerente, de seguir a natureza das coisas, tanto na forma presente como em seu desenvolvimento inevitável, uma relação à outra.Os primeiros registros escritos acerca de sua adoração surgem pouco depois de 2500 a.C., durante a V dinastia egípcia.

Alguns eruditos traçam paralelos entre a adoração de Ísis na época final do Império Romano e a adoração à Virgem Maria cristã. Quando o cristianismo começou a ganhar popularidade, difundindo-se na Europa e em todas as partes do Império, os primitivos cristãos converteram um relicário da Ísis egípcia em um para Maria e de outros modos “deliberadamente tomaram imagens do mundo pagão”.

Ísis é a deusa da maternidade e da fertilidade. Ísis também foi conhecida como a deusa da simplicidade, protetora dos mortos e deusa das crianças de quem “todos os começos” surgiram, e foi a Senhora dos eventos mágicos e da natureza.

texto Tamaris Fontanella

*citação “Mulheres que Correm com os Lobos”, Clarissa Pinkola Estés, Farejando os Fatos.

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