Todas nós temos algum tipo de segredo. Às vezes segredos de família, que não são nossos, mas que reverberam nas gerações futuras.

“Traição, o amor proibido, a curiosidade censurável, atos desesperados, atos forçados, o amor não-correspondido, o ciúme, a rejeição, a vingança e a fúria, a crueldade consigo mesma ou com outros; sonhos, desejos e anseios reprováveis; estilos de vida e interesses sexuais condenados; gravidezes não-planejadas; o ódio e a agressão; o ferimento ou morte acidentais; promessas não-cumpridas; falta de coragem; descontrole emocional; impossibilidade de terminar algo; incapacidade de fazer algo; manipulação e interferência por baixo do pano; descaso; violência; e a lista continua, sendo que a maioria dos temas se incluiria na categoria de erro lamentável.” *

Guardar um segredo corrói a nossa essência. Por isso, revele o seu segredo a um amigo (a), a um grupo de amigas (os), a um familiar, a um psicólogo ou terapeuta. Quando a boca cala, o corpo chora. Carregar um segredo não revelado pode se manifestar em patologias reais. Se você não consegue revelar um segredo, escreva uma carta para si mesma contando sobre o fato. Queime essa carta no fogo e deixe a fumaça revelá-lo ao universo.

*trecho do livro “Mulheres que correm com os lobos”, de Clarissa Pinkola Estés

Gisele Endrigo

 

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