A Mulher Selvagem

“A Mulher Selvagem nos abraçará enquanto estivermos chorando. Ela é o Self instintivo. Ela consegue suportar nossos gritos, nossos uivos, nosso desejo de morrer sem morrer. Ela sabe aplicar os melhores remédios nos piores lugares. Ela ficará sussurrando e murmurando nos nossos ouvidos. Ela sentirá dor pela nossa dor. Ela o suportará. Não fugirá. Embora haja cicatrizes inúmeras, é bom lembrar que, em termos de resistência à tração e capacidade de absorver pressão, UMA CICATRIZ É MAIS FORTE DO QUE A PELE”.

“Vamos cantar sua carne de volta aos nossos ossos. Despir quaisquer mantos falsos que tenhamos recebido. Assumir o manto verdadeiro do poder do conhecimento e do instinto. Invadir os terrenos psíquicos que nos pertenceram um dia. Desfraldar as faixas, preparar a cura. Voltemos agora, mulheres selvagens, a uivar, rir e cantar para Aquela que nos ama tanto.”

 

La Loba

“La Loba canta sobre os ossos e, enquanto ela canta, a carne começa a recobri-los. Nós também “nos tornamos” à medida que derramamos a alma sobre os ossos que encontramos. Enquanto vertemos nossos anseios e nossas mágoas sobre os ossos do que costumávamos ser quando jovens, do que tínhamos conhecimento há séculos, e sobre a aceleração que pressentimos no futuro, ficamos de quatro, inabaláveis. À medida que derramamos a alma, somos revitalizadas.”

 

Criatividade Feminina

“A criatividade não é um movimento solitário. O que quer que seja tocado por ela e quem quer que a ouça, que a veja, que a sinta, que a conheça serão alimentados.

Ficamos tão vivas que retribuímos distribuindo vida. Produzimos rebentos, florescemos, nos dividimos e nos multiplicamos, impregnamos, incubamos, comunicamos, transmitimos”. 🌹

Nós criamos algo pela nossa própria capacidade interna de criar. Como uma fonte que jorra constantemente, ela alimenta um grande rio que flui e escorre pelo terreno da nossa psique. Se o rio está represado, ele não pode fluir. Se o rio está poluído, envenenado, nenhuma vida pode nascer e se sustentar nele.

Portanto, cuide do seu rio, limpe-o se necessário, libere-o de todo lixo tóxico, mantenha-o sempre fluindo livremente e nade em suas águas claras, como uma bênção que a natureza feminina nos deu.

 

A Mulher-Borboleta: o corpo da mulher selvagem

“No corpo não existe nada que ‘devesse ser’ de algum jeito. A questão não está no tamanho, no formato ou na idade, nem mesmo no fato de ter tudo aos pares, pois algumas pessoas não têm. A questão selvagem está em saber se esse corpo sente, se ele tem um vínculo adequado com o prazer, com o coração, com a alma, com o mundo selvagem. Ele tem alegria, felicidade? Ele consegue ao seu modo se movimentar, dançar, gingar, balançar, investir? É só isso o que importa.

A Mulher Selvagem aparece em muitos tamanhos, formas, cores e condições. Mantenha-se alerta para poder reconhecer a alma selvagem em todos os seus inúmeros disfarces”.

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