Frida Kahlo: uma Mulher Selvagem

A artista mexicana Frida Kahlo (1907-1954) é, para mim, a inspiração de uma vida selvagem vivida com coragem, ousadia, verdade e criatividade. Já era uma pequena selvagem desde criança. “Rebelde”, como somos tachadas quando ousamos viver nossa essência. Sofreu um acidente terrível quando tinha 18 anos: o ônibus em que viajava chocou-se contra um trem, e uma barra de ferro atravessou seu corpo, perfurando-lhe a pelve e o útero. Desde

Ciclos Femininos e o Resgate da Mulher Selvagem

Entender os próprios ciclos é parte importante do processo de retomada da vida selvagem, da nossa própria essência. Durante milênios nos fizeram acreditar que o nosso tempo é linear: nascemos, crescemos, vivemos e morremos. Compramos essa roubada e agora tentamos recuperar, a duras penas, o verdadeiro significado do nosso tempo, muito mais rico e complexo. Nosso tempo é cíclico. Somos, literalmente, mulheres de fases. Quantas aqui sabem em que fase

Trechos do Livro Mulheres que Correm com os Lobos

  A Mulher Selvagem “A Mulher Selvagem nos abraçará enquanto estivermos chorando. Ela é o Self instintivo. Ela consegue suportar nossos gritos, nossos uivos, nosso desejo de morrer sem morrer. Ela sabe aplicar os melhores remédios nos piores lugares. Ela ficará sussurrando e murmurando nos nossos ouvidos. Ela sentirá dor pela nossa dor. Ela o suportará. Não fugirá. Embora haja cicatrizes inúmeras, é bom lembrar que, em termos de resistência

Os segredos como assassinos

Todas nós temos algum tipo de segredo. Às vezes segredos de família, que não são nossos, mas que reverberam nas gerações futuras. “Traição, o amor proibido, a curiosidade censurável, atos desesperados, atos forçados, o amor não-correspondido, o ciúme, a rejeição, a vingança e a fúria, a crueldade consigo mesma ou com outros; sonhos, desejos e anseios reprováveis; estilos de vida e interesses sexuais condenados; gravidezes não-planejadas; o ódio e a